Nos últimos três meses, cerca de 900 fiéis da Nossa Senhora do Brasil, no Jardim América, passaram a acompanhar as atividades da igreja por um aplicativo que é baixado de graça em tablets ou celulares da Apple. Por meio dele, seguem a agenda das missas, leem o texto de orações, ouvem mensagens do papa Bento XVI e podem até aprender a rezar o terço. "A novidade, além de dinamizar a comunicação com os fiéis, atraiu jovens que estavam afastados", conta a administradora paroquial Gisele Frey. Assim como aconteceu com as redes sociais, que aos poucos se tornaram um braço forte na interação de comunidades religiosas, ferramentas como essa começam a ser uma aposta para envolver o rebanho.
Ex-seminarista, o empresário Sérgio Fernandes investe nesse nicho com a empresa de comunicação on-line Minha Paróquia, que criou o formato do NSRA do Brasil. Ele agora trabalha em um projeto semelhante, batizado de Sementes do Espírito, para o grupo de orações homônimo da Renovação Carismática Católica da Arquidiocese de São Paulo. "Os padres estão reconhecendo a importância de incorporar as tecnologias à propagação da fé", diz.
A igreja evangélica Renascer em Cristo anunciou que incluirá em seu programa para smartphones, que por enquanto só veicula mensagens de pastores e transmite a rádio Gospel FM, um localizador para que os adeptos encontrem o templo mais próximo de sua residência. Na Congregação Israelita Paulista, que ainda não tem um aplicativo próprio, o rabino Michel Schlesinger incentiva em reuniões o uso de outros já existentes, como o CompassHD (bússola que indica a direção em que se deve rezar) e o ITalmud (versão eletrônica da bíblia oral judaica). "Usar os recursos modernos não significa mudar a religião, mas sim se aproximar dos hábitos das novas gerações", explica o rabino.
Fonte: Veja São Paulo, 29/11/2011
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