A integração dos novos crentes no corpo de cristo tem sido um dos maiores desafios da igreja local no decorrer de sua história. A média de crescimento das igrejas evangélicas no Brasil durante a década de 2000 tem sido menor que 10% a cada ano. Um número significativo de igrejas não tem conseguido atingir essa marca e outras têm apresentado índices negativos. O que temos percebido é que o balanço geral anual do crescimento da Igreja local tem mostrado uma perda preocupante. Encontramos o caso de igrejas que estão com índice de crescimento zero, e até há aquelas que estão decrescendo. Algumas outras igrejas estão crescendo, porém, muito timidamente. Mas podemos perceber finalmente algumas igrejas locais que estão experimentando um bom crescimento. Como disse Jesus na parábola do semeador: “A cem, a sessenta e a trinta por um”.
Embora o crescimento numérico não seja o único indicador a ser analisado no desenvolvimento de uma igreja local, partiremos do princípio de que Jesus, ao comissionar os seus discípulos para obra da evangelização mundial, enfatizou a perspectiva multiplicadora da formação de discípulos. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”. MATEUS, 28:19-20). Os verbos: fazer, batizar, ensinar, e guardar presentes no texto indicam os aspectos fundamentais do processo de formação de um discípulo. Essa formação se dará fundamentalmente através da igreja local. Assim, é necessário à igreja um plano de ação que propicie ao novo crente sua integração e desenvolvimento no Corpo de Cristo. O ideal é que cada igreja tenha um Ministério de Integração de Novos Crestes a fim de que os resultados obtidos na evangelização sejam preservados, os novos discípulos cresçam e frutifiquem.
*Evanildo Ferreira da Silva


